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Fobia no trânsito: transtorno atinge milhões

Existem pessoas que sofrem de transtornos relacionados ao trânsito e, por vezes, quando não são bem compreendidas, acreditam não serem aptas à atividade. Isso nem sempre é verdade, já que essas fobias podem ser tratadas com algumas orientações básicas. Saiba mais no Blog da Ituran em parceria com o Doutor Multas:
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Algumas posturas e comportamentos no trânsito podem ser facilmente notados. Existem pessoas que não têm tempo e usam o automóvel como um meio de transporte rápido, mas não necessariamente gostam de dirigir, já outros amam dirigir e, se possível, o fariam o dia inteiro.
Mas, algo comum a todos os motoristas é que tudo se torna instintivo. Acabam se comportando de forma mecânica ao conduzir um carro, como se assumissem um alter ego próprio do trânsito. Um exemplo é a forma com que lidamos ao enfrentar o mesmo congestionamento de fim de tarde, ao vermos os mesmos prédios, dirigirmos o mesmo carro, etc. Tudo isso desperta os mesmos sentimentos e reflexos, que nem sempre são positivos.
Essa situação se aplica aos que têm pânico de dirigir. Todos os dias, pode parecer um pouco torturante encarar uma atividade que gera pressão e estresse e isso parece aos olhos leigos, mero estresse ou mal-estar ao dirigir. No entanto, é uma verdadeira fobia. Reconhecida pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Trânsito), a fobia de dirigir acomete cerca de 2 milhões de brasileiros: 75% desses cidadãos são mulheres, as quais se saem muito bem nas autoescolas, mas acabam sofrendo quando passam a dirigir normalmente. Os psicólogos classificam a síndrome em 3 diferentes grupos.
GRUPO I: os motoristas possuem habilitação, mas têm um alto grau de exigência pessoal, o que os impedem de conduzir o veículo com segurança. Eles normalmente acham que o teste foi fácil demais para a realidade do trânsito e não costumam pedir ajuda.
GRUPO II: esses desistem de tirar a carteira antes mesmo de passar pelo exame. Os motoristas desse grupo chegam a iniciar as aulas, mas não seguem adiante pelo medo de reprovação. O medo de perder ou de não serem aprovados “de primeira” os intimidam a ponto de preferirem nem tentar.
GRUPO III: esses chegam a procurar todo tipo de pretexto para não dirigir e, por mais que tenham a carteira, não exercem o exercício da condução. Esse caso é conhecido como Síndrome do Carro na Garagem.
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Dentro desses grupos, ainda existem diferentes níveis de fobia, que podem ser definidos e melhor descritos por um psicólogo. Algumas causas da Amoxofobia (Medo de Dirigir) são:
1) Envolvimento prévio em um acidente ou ter testemunhado um acidente traumático;
2) Instrutores rigorosos na autoescola;
3) Brigas no trânsito;
4) Propensão a ansiedade ou a distúrbios nervosos;
5) Pais ansiosos que desenvolvem amoxofobia quando levam seus filhos dentro do veículo.
Todas essas causas são comuns de acometer qualquer motorista. O ponto que diferencia condutores saudáveis de não saudáveis é apenas o meio com o qual eles lidam com isso. O recomendável é procurar ajuda de um psicólogo ou terapeuta profissional, o qual poderá lhe ajudar a lidar melhor com o trânsito no seu dia a dia, isto é, de uma forma menos traumática.
Algumas pessoas recorrem ainda à Hipnoterapia, que mostra uma boa eficácia, podendo também recorrer às aulas de direção defensiva, que costumam ser associadas a grupos especiais, os quais ajudam a superar a fobia utilizando métodos mais brandos. Esses grupos costumam ser encontrados entrando em contato com as autoescolas da região.
É importante, ao perceber ter algum dos sintomas, procurar o tratamento que lhe deixe mais confortável, como com um psicólogo. Veja, abaixo, um conjunto de sintomas que merecem um olhar mais crítico caso esteja sofrendo com eles:
– Agitação;
– Tremores;
-Boca seca;
– Rápida frequência cardíaca;
– Respiração superficial;
– Dores no peito;
– Náuseas;
– Mãos suadas
Os sintomas não se restringem a reflexos físicos, podendo também ser emocionais, manifestando-se pela recusa do ato de dirigir, temendo situações que abrangem condução como um todo. Também pode-se notar o pânico, o terror extremo ou o pavor pelo mero pensamento de dirigir.
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Por conta disso, o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece a necessidade do exame de aptidão física e mental e da avaliação psicológica. Para isso, existe a Resolução Nº 425, que fala sobre os pormenores da avaliação e do credenciamento das entidades públicas e privadas. Podemos ver, no art. 5º da dita resolução, os processos que devem ser utilizados na avaliação:
Art. 5º Na avaliação psicológica deverão ser aferidos, por métodos e técnicas psicológicas, os seguintes processos psíquicos:
I – tomada de informação;
II – processamento de informação;
III – tomada de decisão;
IV – comportamento;
V – auto-avaliação do comportamento;
VI – traços de personalidade
 
O perfil da pessoa com Amoxofobia é a sensibilidade e o detalhismo absurdo, que reflete em um alto grau de exigência consigo mesmo, assim como preocupação com a própria vida e com a dos outros de uma forma obsessiva, imaginando que não consegue controlar o carro devidamente. Isso é, em certo grau, saudável, mas quando se torna uma verdadeira fobia, de cunho social, é preciso buscar tratamento.
Algumas pessoas chegam a dirigir na cidade, mas não conseguem exercer a condução em rodovias ou não conseguem tomar rotas longas, pois têm verdadeiro medo ou pavor. Caso você esteja passando por essa situação, procure um psicólogo!
O cuidado é mais do que necessário. A partir do momento em que a fobia cria raízes, pode desencadear surtos e ataques de pânico, congelando o motorista a ponto de ficar incapacitado de pisar nos freios e mudar as marchas do automóvel.
Esperamos ter demonstrado com abrangência todas as possibilidades, mas, caso você sinta qualquer tipo de desconforto ou inaptidão ao dirigir, não hesite em procurar ajuda profissional, pois é a sua saúde que está em jogo!