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Home Office: A modalidade que salvou empresas em 20/21

De acordo com a definição, trabalho remoto refere-se a qualquer tipo de trabalho realizado em casa ou em qualquer outro lugar com o uso de comunicação e tecnologia, sendo parte ou toda flexível.

Você já deve ter ouvido falar de vários outros modelos como home based, teletrabalho, trabalho à distância remote office, anywhere office, local office, mobile office, enfim, existem diversas maneiras de se referir ao trabalho não presencial. E todos estes nomes em que menciono, são na verdade denominações para diferenciar características específicas destes modelos de trabalho.

Mulher de Home Office com se cachorro.
Com a necessidade do isolamento social, o home office foi uma excelente alternativa para diversas empresas.

Por exemplo, no caso do home based, o funcionário trabalha 24 horas por dia em casa, ou seja, sua base é a sua casa.

Após a determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarando que o mundo estava em uma pandemia de coronavírus pelo número de casos de covid-19, não só houve mudança no modelo de cuidados à saúde, mas também aconteceu uma reorganização de modalidade de trabalho.

Uma pesquisa da FortNet mostra que, após a pandemia, espera-se que 30% das empresas continuem a aderir aos escritórios domésticos. A pesquisa apontou que as empresas pretendem manter mais da metade de seus funcionários remotamente. Um fator preponderante para este potencial cenário foi a possibilidade de redução de custos operacionais nas empresas.

E em meio à adoção do trabalho em home office, muitas companhias precisaram fortalecer suas estruturas de tecnologia da informação. Hoje apenas 55% das instituições avaliadas tem equipe qualificada para fazer a transição para o escritório em casa com segurança.

Para os próximos 24 meses cerca de 70% das corporações querem investir em profissionais da área de T.I para cada vez mais aprimorar a sua infraestrutura de suporte, proporcionar melhor experiência ao trabalho remoto de seus colaboradores e funcionar bem todas as ferramentas tecnológicas disponíveis na empresa.

Além do home office o coworking também é uma opção.

Os coworking ganham cada vez mais espaços no ambiente corporativo, pois estima-se que já são mais de 200 empresas espalhadas pelo Brasil. Estes espaços compartilhados estão cada vez mais presentes, aliás este conceito de compartilhamento do espaço de trabalho está cada vez mais presente nas empresas pela possibilidade, mais uma vez, de redução de custos operacionais e de locação.

Muitas das mudanças na forma de trabalhar que foram impostas pela pandemia, vieram para ficar, prova disso é o aumento da procura por espaços de trabalhos compartilhados. Esta procura não vem sendo de pessoas que trabalham sozinhas, mas por empresas em que estão trocando os escritórios por esses ambientes coletivos de trabalho.

Pode parecer contraditório mencionar espaços compartilhados em um momento do mundo em que políticas de distanciamento social são promovidas pelos governos dos Estados, mas ações como limpar os calçados, higienizar as mãos e medir a temperatura corporal são regras rígidas que devem ser seguidas e tornadas partes do regime institucional da empresa.

A procura por coworkings tende a aumentar com o passar dos meses pois as empresas buscarão reduzir custos sem se preocupar com itens de infraestrutura. Invariavelmente serviços como limpeza, agua, luz, condomínio já estão inclusos no contrato de uso do espaço.

O coworking por muito tempo foi visto como um espaço autônomo, para empreendedores ou empresas pequenas e essa realidade agora mudou. Hoje a maior parte das empresas que procuram estes espaços têm médio e pequeno porte.

Empresas que entendem que o rendimento de seus funcionários caiu em decorrência da implementação da modalidade de home office, passaram a procurar ambientes compartilhados em que poderiam manter o clima organizacional da empresa, o foco e a seriedade, mas com custos reduzidos.

Números atuais de Home Office no Brasil.

Voltando ao home office, especificamente, dados revelados na Pesquisa de Gestão de Pessoas na Crise de Covid-19, conduzida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), apontam que cerca de 94% das empresas brasileiras atingiram ou superaram suas expectativas de resultados com o home office.

O levantamento realizado no meio do ano com 139 empresas brasileiras de médio e grade porte, mostra que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) chegou com força e mudou, entre tantas coisas, o jeito como os negócios e as pessoas trabalham.

O home office, antes considerado um modelo de trabalho distante da realidade, rapidamente se tornou uma prática comum e foi favorecido por muitos funcionários. No início, mudanças bruscas eram complicadas para 67% das empresas, mas a adaptação se tornou ativa e foi absorvida por todos.

Diante desta adaptação nessa curva de aprendizado, segurança e saúde foram as prioridades. A área de TI também foi fundamental e garantiu a mudança de regime com agilidade e assertividade.

Durante a fase mais aguda da quarentena, algumas ações essenciais permaneceram com atividades in loco, mas a maior parte dos funcionários continuou trabalhando de casa. Houve apenas o retorno físico de colaboradores, que estavam em suspensão do contrato de trabalho ou que tiveram dificuldade para desempenhar as suas tarefas em casa.

Apesar dos números positivos de satisfação alcançados pelas empresas e funcionários – 70% dos trabalhadores entrevistados pela FIA mencionaram que gostariam de permanecer em regime de home office, integral ou parcial – mas a “novidade” não deve sobreviver à chegada da vacina e o provável fim da pandemia. De acordo com o estudo, 70% empresas planejam encerrar a prática, ou reduzi-la para apenas 25% dos funcionários quando a pandemia acabar.

A aferição da pesquisa mostra que, quando desafiados, os empresários brasileiros sabem se adaptar às exigências de forma criativa. Apesar de a maioria ter tido bons resultados com esta mudança, talvez a continuidade do trabalho remoto demore um pouco mais de tempo para cair de vez no gosto dos empreendedores.

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